CoAdapta | Litoral
Adaptação às mudanças climáticas e cartografia social: uma abordagem com foco na ciência cidadã


O Projeto

No período entre 2010-2014, desenvolvi um projeto de pesquisa de doutorado pela Unicamp, pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM), parte de um projeto temático financiado pela Fapesp, o projeto Clima-Gente, que envolveu diversos núcleos de pesquisas (NEPAM, NEPO, IB) e parcerias. Ver (Iwama, 2014; Iwama et al. 2014; Iwama et al. 2016).

Em 2017, foi enviada à Faperj uma proposta de pesquisa de pós-doutorado para trabalhar a co-gestão do território para o mapeamento de riscos de desastres, aprovada em setembro de 2017, via Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em convênio com a UFRJ pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI).

No período 2017-2018, esta pesquisa tem se dedicado a contribuir para o desenvolvimento de abordagens e métodos participativos que integrem a cartografia social com ciência cidadã para o mapeamento e a gestão de riscos, ante situações de vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas.

Veja projeto Faperj aprovado

Reconhece como elementos fundamentais ao enfrentamento dessas situações associar a produção de conhecimentos científicos com o conhecimento, a percepção e o engajamento das comunidades afetadas, inserindo-as como protagonistas e não como simples espectadores dos eventos climáticos que podem causar os desastres.

É proposta uma abordagem quantitativa e qualitativa para análise da vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas, com foco sobre a comunidade que vive em áreas de riscos: uma usando técnicas de sensoriamento remoto e análises espaciais para o mapeamento de risco (FERREIRA; ROSSINI-PENTEADO, 2011; ROSSINI-PENTEADO et al., 2007; TOMINAGA et al., 2004; 2008; IWAMA et al., 2014) e a outra com enfoque na ciência cidadã e pesquisa ação (PAHL-WOSTL et al., 2007; TOLEDO et al., 2014; ZEHR, 2015), utilizando métodos que envolvam oficinas participativas, atividades de cartografia social (GORAYEB, 2015; KNAPP, 2007; REICHEL e FRÖMMING, 2014, caso na Suíça; IFAD, 2009; 2013; ver ANEXO I. A CARTOGRAFIA SOCIAL: O QUE É?, p. 30).


Apresentação

Apresentação realizada na oficina ‘Escolas sustentáveis e transformadoras’, uma Rede de monitoramento com fins educacionais para Redução de Riscos de Desastres, (RRD) no Litoral Norte

CoAdapta Litoral (apresentação) Acesse aqui

Abordagem


Núcleos CoAdapta | Litoral

Os núcleos CoAdapta estão organizados em três grupos localizados em três bacias hidrográficas no litoral norte paulista e litoral sul fluminense:

  • Comunidade do Morro do Algodão, na bacia do rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba-SP
  • Comunidade do Ubatumirim, na bacia do rio Iriri/Onça, em Ubatuba-SP
  • Comunidade do Quilombo Campinho, na bacia do rio Carapitanga, em Paraty-RJ

Cada núcleo tem aplicado métodos de cartografia social para mapear seu território dos riscos de desastres e suas estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

Os núcleos também são responsáveis por aplicar um questionário semi-estruturado em outras comunidades situadas nas bacias hidrográficas, a fim de conhecer quem são, seus contextos históricos e culturais e como tem respondido aos eventos extremos climáticos e/ou aos problemas do dia-a-dia.


SIG colaborativo e participativo

Cada núcleo está responsável por co-construir uma base de dados geográficos de maneira que as comunidades representem o modo como as pessoas percebem e usam o território onde vivem.

Usaremos plataformas abertas para exemplificar as atividades e dados/informações sobre riscos de desastres, estratégias de adaptação que são relevantes para cada comunidade situadas em suas respectivas bacias hidrográficas.

A definição da //Open Knowledge Internacional// traz que:

 "dados são abertos quando qualquer pessoa pode livremente acessá-los, utilizá-los, modificá-los 
 e compartilhá-los para qualquer finalidade, estando sujeito a, no máximo, a exigências que 
 visem preservar sua proveniência e sua abertura"

A publicação dos dados em formato aberto segue normalmente uma licença aberta e uma descrição dos dados ou metadado. Ver em:

No caso do mapeamento de áreas de riscos pelas comunidades,os núcleos são orientados a descreverem sobre o processo de coleta de dados (quando, como, onde), a escala de mapeamento, a importância da legenda e classificação, de modo que toda a atividade seja um aprendizado na sua prática.


Plataformas

Climate Central Surging Seas - Mapas globais de elevação do nível dos mares e inundação costeira


Apoio e parcerias