Desenhando

Já se passaram longos dois dias, nos quais me questionei centenas de vezes e a resposta continua sendo positiva. Vou mesmo transformar o nome Ubalab em um projeto de “educação continuada” ou “formação continuada”. São termos que não me seduzem, nem mesmo agradam muito - mas ao que parece, em tempos neoliberais a estratégia precisa ser aceleracionista. Haverá ainda outros termos, contextos, discursos que não me agradam, mas como meus objetivos são bem definidos eu posso fazer concessões.

O formato institucional ainda não se mostrou para mim. Mas aos poucos venho começando a vislumbrar a prática cotidiana. Os eixos que imagino no momento são os seguintes:

  • Um esforço permanente de curadoria e produção de recursos educacionais abertos, eventualmente complementada por parcerias com instituições que tenham conteúdo restrito mas cuja qualidade justifique parcerias formais.
  • Encontros periódicos, se possíveis semanais, em diferentes formas:
    • Exposição e debate, orientados por um programa definido por facilitadores/professores que seja também aberto para seguir as aspirações percebidas no grupo;
    • Laboratório Experimental, para colocar ideias em prática. Talvez alternando: uma semana mão na massa, a outra com esforço de concepção/elaboração/redação.
    • Grupos de Estudos, com temas diversos e abertos a mais pessoas. Imagino abrir espaço para grupos que já estejam latentes ou mesmo em andamento - Maré, Jardim Primavera, GT Dados Geo, outros.

Quero que o processo seja aberto a todas as pessoas, independente de terem dinheiro ou não. Talvez triangular com Faircoins - quem tem dinheiro compra, quem não tem oferece serviços ou tempo. Pensar em como estruturar isso direito.

Começar a definir a nuvem de temas: inovação cidadã, inovação socioambiental, desenvolvimento sustentável, economia colaborativa, transformação social, inclusão socioprodutiva, cooperativismo, associativismo, decrescimento.

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